Mostrar mensagens com a etiqueta ripcurl. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ripcurl. Mostrar todas as mensagens

Surf: Português Tiago Pires foi eliminado e Kelly Slater segue em frente em Peniche

O português Tiago Pires foi eliminado hoje do Rip Curl Pro Portugal, 8.ª etapa do Circuito Mundial ASP a decorrer em Supertubos, Peniche.
Tiago "Saca" Pires, 15.º do Ranking foi derrotado pelo norte-americano Brett Simpson, 20.º na hierarquia e semi-finalista no recente Quiksilver Pro France, no 12.º heat.
Já o norte-americano Kelly Slater, nove vezes campeão do Mundo, impôs-se ao brasileiro Bruno Santos na 2.ª eliminatória. O líder do Circuito Mundial ASP conquistou 14,17 pontos (7,5 e 6,67) de forma rápida e eficaz, de tal forma que saiu da água 1.30 minutos antes do "heat" terminar, enquanto Bruno Santos somou apenas 7,30 pontos (5,5 e 1,8). Com esta vitória, Slater garantiu a presença na 3.ª eliminatória da etapa lusa, juntando-se aos australianos Mick Fanning, vencedor do Rip Curl Pro Search 2009 e bicampeão do Mundo, e Taj Burrow, entre outros.

Gonçalo Ferreira - Desporto Leiria 

Surf: Carissa Moore vence a prova feminina em Peniche



A havaiana Carissa Moore é a vencedora do Rip Curl Women's Pro, sexta etapa do ASP Women’s World Tour encerrada neste sábado em Peniche, Portugal. Em esquerdas com cerca de 2 metros e forte vento terral, ela derrotou a tricampeã mundial Stephanie Gimore na final por 17.44 a 8.60 pontos.
 Com fortes batidas, rasgadas, cutbacks e floaters muito bem executados de backside, Carissa não deu chances à australiana e ditou ritmo do duelo do início ao fim, além de deixá-la em combinação depois de somar notas 9.17 e 8.27. "Estou realmente empolgada e sem fôlego neste momento", diz Carissa Moore logo depois da vitória. "Eu apenas tentei vencer cada uma das baterias e não pensar no evento como um todo, só foquei no meu surf a cada duelo. Não tive muito tempo para pensar no que estava acontecendo. As ondas estavam muito boas e quando me dei conta já estava fazendo uma final contra a Steph", revela Carissa Moore.
Enquanto as outras competidoras encontraram certa dificuldade para entrar em sintonia com as ondas do pico, a jovem havaiana de 18 anos apresentou um surf fluído e com manobras sólidas durante todo o dia. Para fechar a atuação com chave-de-ouro e não deixar dúvidas quanto ao merecimento do título, na final ela ainda obteve a melhor nota individual e o melhor somatório de todo evento.
Com este resultado, Carissa vai da 8ª para a 5ª colocação do ranking. Ela não havia participado da última etapa do Tour no Peru para concluir os estudos na escola, mas agora está definitivamente de volta às competições e promete ser uma das maiores revelações entre a elite feminina. "Agora que me formei na escola não tenho mais desculpas. É muito bom ter este tempo extra para se dedicar somente ao surf. Estou amarradona por estar aqui agora e a próxima é em Porto Rico. Eu nunca estive lá antes e cada evento é uma nova chance. Ouvi dizer que as ondas são muito divertidas por lá e mal posso esperar por isso", finaliza a campeã da etapa portuguesa.
Esta é a segunda vitória da havaiana em sua carreira, sendo que a outra também aconteceu neste ano, na terceira etapa do circuito na Nova Zelândia.

 Site Oficial da Prova

Gonçalo Ferreira - Desporto Leiria

Surf: Começa amanhã em Peniche o Rip Curl Pro Portugal

Rip Curl em Peniche custa 1.6 milhões de euros

São dez Porsche Panamera Turbo ou 20% do passe do guarda-redes do Benfica Roberto. A organização do Rip Curl Pro Portugal, que vai decorrer em Peniche de 7 a 18 de Outubro, dispõe de um orçamento total de 1,6 milhões de euros, mas garante que todos os parceiros “lucram” com a competição.
De acordo com os números avançados à Agência Lusa pela Rip Curl sobre a oitava etapa do Circuito Mundial ASP de surf, que vai decorrer na praia de Supertubos, só a parte de produção prevê gastos na ordem de um milhão de euros, aos quais acrescem os prize-moneys da competição masculina, de cerca de 300 mil euros, e feminina, a rondar os 75 mil euros.
Metade do orçamento é suportado pela própria Rip Curl, empresa de pranchas, fatos e outro material dedicado aos desportos de ondas, enquanto os patrocinadores nacionais garantem 40% e os internacionais os restantes 10%. “Dada a situação económica e financeira do País”, o Turismo de Portugal viu-se obrigado a desinvestir relativamente a 2009, quando Peniche recebeu pela primeira vez o campeonato, mas a diferença foi suportada pela Rip Curl “com o objetivo de manter os parâmetros de qualidade do evento e da correspondente promoção”.
A organização assegura que “todas as partes envolvidas saem a ganhar” com o campeonato em Peniche. Exemplo disso é a própria Rip Curl, que, comparativamente a 2008, viu o seu volume de negócios aumentar 1.5 milhões de euros em Portugal no ano passado. “Quanto aos restantes parceiros, e dada a vontade demonstrada em continuarem associados ao evento, estamos certos de que os resultados obtidos terão sido favoráveis”, assegura aquela empresa.
As empresas dedicadas ao sector da hotelaria nos concelhos próximos também lucram com o Rip Curl Pro Portugal. “ Peniche afirma-se como destino de referência no sector e recebe milhares de visitantes” numa época considerada baixa. A prova de 2009, ganha pelo australiano Mick Fanning, contou com uma assistência de mais de 100 mil pessoas nas praias onde decorreu e foram contabilizadas seis milhões de visualizações no site oficial da prova na internet, dos quais 1,5 milhões foram utilizadores únicos. Segundo o presidente da Câmara de Peniche “é muito importante para Peniche, na inha estratégica que traçou do cluster da onda, manter por cá um evento desta dimensão. Esta diferenciação é que traz mais-valias, ainda por cima numa actividade sustentável”.
António José Correia garante que “está tudo pronto”. Agora, só espera que “as ondas correspondam às expectativas”.

Jornal de Leiria