GD Os Vidreiros: Hugo, Leal , Estroga, André, Guedes, Chico, Guilherme, J. Luís (Cap), Ricardo Duarte , Fábio, T.Miguel;
Treinador: Miguel Marrazes
CRD Outeirense: Carlos, Joel (C) ,Vando, Ricardo, Neto, Nuno, Lobo, Sérgio, Telmo, Pedro, Cacau
Treinador: Sérgio Lavos
GD "Os Vidreiros 1 - 2 CRD Outeirense
A equipa do Outeirense entrou melhor no jogo, mais atrevida, com
melhor circulação de bola, com mais vontade de ganhar o jogo. Os
primeiros 15 minutos foram de total domínio dos visitantes. Neste
período os Vidreiros só chegaram à baliza adversária por duas vezes
e sem criar qualquer perigo.
Os primeiros a poderem inaugurar o marcador foram os visitantes,
excelente jogada pela esquerda, com um magnífico passe que rasga a
defesa da casa, mas Neto não consegue finalizar da melhor
maneira.
Apartir daqui os vidreiros começaram a crescer e a aparecer mais
vezes na área contrária.
O jogo estava muito disputado a meio campo, mas nem sempre bem
jogado, muita luta mas pouco futebol, por consequência as faltas
iam se acumulando, tornando o jogo pouco interessante.
Nos bancos o nervosismo era grande, e a contestação às decisões da
equipa de arbitragem começavam a subir de tom. Carlos Brites é
chamado pelo seu assistente e dá ordem de expulsão ao treinador da
casa, Miguel Marrazes.
Quase a terminar a primeira parte numa jogada pela esquerda o
jogador dos Vidreiros é travado em falta por Nuno dentro da área. O
árbitro não teve dúvidas e assinalou de imediato grande
penalidade.
Estroga foi chamado para cobrar o castigo, mas Carlos mostrava que
era grande entre os postes e com uma magnífica estirada defende o
remate. A bola ainda sobra para os homens da casa mas estes
voltaram a desperdiçar.
O jogo ia para intervalo com o nulo no marcador, resultado justo
pelo que as duas equipas jogaram.
Ao contrário do que aconteceu na primeira parte, foi a equipa dos
Vidreiros que entrou melhor neste segundo tempo. Puseram novamente
o guardião Carlos à prova, mas este estava numa tarde inspirada e
defendia o que parecia impossível defender.
Numa boa ocasião para o Outeirense, Ricardo faz uma má opção,
quando tinha tudo para rematar à baliza decide cruzar para um
colega. E assim se perdeu mais uma boa ocasião.
Começava a dança das substituições. O treinador adjunto António
Carapinha, lança Pedro Guedes no jogo, e é este mesmo jogador que
poucos minutos depois de ter entrado consegue inaugurar o marcador.
Carlos defende um primeiro remate a soco, a bola sobra para Guedes
que remata cruzado sem hipóteses para o guardião visitante. Aposta
ganha do treinador.
Mas os jogadores do Outeirense não baixaram a cabeça e foram à
luta. Os 3 homens da frente, Ricardo, Neto e Telmo estavam muito
bem e iam criando boas ocasiões para restabelecer o empate.
O jogo estava cada vez mais duro, o árbitro segurava o jogo com a
amostragem de cartões amarelos. Alguns jogadores esqueciam se que
já tinham sido advertidos e tinham entradas sobre os adversários um
pouco mais duras e os cartões vermelhos começaram também a
aparecer. Nuno e Telmo do Outeirense recebem ordem de expulsão por
parte do árbitro. O jogo parecia estar cada vez mais complicado
para a equipa de Sérgio Lavos.
Mas nem a jogar com menos 2 jogadores o Outeirense deixou-se
derrotar e foi à luta. Em mais uma excelente jogada dos homens da
frente chegam mesmo ao golo do empate por Neto.
Os Vidreiros sentiram o golo e deixaram que os visitantes mandassem
no jogo, parecia que eram eles que estavam em desvantagem
numérica...
Essa atitude saiu-lhes cara. Mesmo nos minutos finais do jogo o
Outeirense consegue mesmo chegar ao golo da vantagem. Neto, que
tinha marcado o primeiro da sua equipa, centra para o coração da
área onde Ricardo não falha e dá os três pontos à sua equipa.
Vitória da equipa com mais atitude nos momentos finais do jogo. O
empate seria o resultado mais justo pelo que as equipas
jogaram.
Crónica - Leiria Foot